“Nós fazemos frevo para se ouvir e tocar em teatros”, é o que sempre fala o maestro Spok, da Spok Frevo Orquestra. O que é que o frevo dele tem de diferente? Ele revisita clássicos do frevo pernambucano usando uma linguagem jazzística que moderniza o ritmo, sem que a identidade seja perdida.
A orquestra surgiu em 1996 nos ensaios do bloco “Na Pancada do Ganzá”, do mestre Antônio de Nóbrega. Na Spok Frevo Orquestra, os músicos não são presos a partitura, como ocorre nas orquestras tradicionais. Sobre o assunto, o próprio maestro explica: “Uma coisa que sempre notei no frevo foi que o músico nunca teve oportunidade de se expressar, limitava-se a tocar o que o compositor escrevia na partitura, declarou Spok ao jornalista José Teles. O frevo é uma música única e diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”.
Nesse final de semana, um dos mais tradicionais palcos da Europa, o Barbican Hall, teve a honra receber a Spok Frevo Orquestra. Hoje os telejornais aqui do Recife mostraram a platéia em êxtase total saboreando o novo frevo pernambucano. Sim, novo, o ritmo foi reinventado e suas raízes foram devidamente conservadas. Confira no vídeo abaixo o que esse breve post tenta descrever. De quebra,belíssimas imagens do meu Recife:


Comments
2 Responses to “SPOK FREVO ORQUESTRA, FREVO COM SOTAQUE DE JAZZ”
Sensacional, Ed. A estrutura é jazzística. O misancene também, com os negões improvisando em cima de uma linha melódica.
Muito interessante.
Dia desses li um historiador afirmar que a origem do frevo não é pernambucana, e sim européia. Pode ser, mas ninguém faz esse som como vcs.
Abraço.
Grijó
Resumino em uma palavra:
ORGULHO!
Engraçado que meu novo post tem haver com esse seu texto.
Sou seu seguidor no twitter tbm.
abraço!
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