Lembrei-me do Daniel Azulay, outro dia, quando rabiscava um desenho para um grupo de alunos da 5ª Série. Costumam tirar onda com o fato de que só sei desenhar dois personagens: Barney (Os Flintstones) e Tutubarão. Onde entra o Daniel nessa história? Bom, ele é um dos meus ídolos de infância, assistia a seus programas todos os dias e me deliciava vendo-o desenhar com tanta habilidade e sugerindo que aquele dom, por mais fantástico que parecesse, poderia ser compartilhado com todos. Aprendi a desenhar os dois personagens porque acreditava no que Daniel falava.
Daniel Azulay, como desenhista, era autodidata, sua formação acadêmica foi em Direito. Antes de se popularizar na tevê, desenhando histórias ao vivo, trabalhou por trás das câmeras criando vinhetas. Ganhou popularidade com a famosa “Turma do Lambe-Lambe”, no programa “TV Criança”, em 1981, na TV Bandeirantes. Mesmo como atração de uma tevê comercial, Daniel conduzia o seu programa com espírito de tevê educativa. Esse era o seu grande diferencial. Bastava assistir a um programa para acreditar que desenhar era fácil. E era mesmo!
Daniel Azulay, na verdade, é um grande educador. Tanto na tevê quanto nas palestras que ministra pelo Brasil afora, ele consegue transmitir credibilidade. Pra mim, a maior qualidade do educador é a credibilidade que ele tem perante os alunos. Desenhar com Daniel é fácil porque seu traço é coloquial, não tem a formalidade assustadora dos livros e cursos de desenho. Talvez seja por isso que até hoje sua imagem povoa o meu imaginário. “Algodão doce pra vocês!”
Turma do Lambe-lambe










Comments
3 Responses to “DANIEL AZULAY E O DESENHO COLOQUIAL”
Eu era bem novinho (uns 5, 6 anos talvez..) quando Daniel Azulay tinha um programa na TV por isso lembro vagamente. Assim como lembro que ele veio a Recife nos primórdios do Shopping Center Recife, ensinar as crianças daquela época a desenhar, fazer bichinhos com balões de festa (uma novidade naqueles tempos), isso num estande montado dentro do shopping onde havia bonecos dos seus personagens. Naqueles tempos a infância era ingênua, sensível e saudável.
Rapaz, Daniel faz parte da minha infância. Se ele vier aqui ao Recife, seja onde for, irei vê-lo com máquina fotográfica e tudo mais!
Lembro-me com ternura daquela época!
Abraço!
O programa de Azulay deixou muitas saudades.
As crianças que adoravam desenhar como eu , jamais esquecerão.
Postar um comentário
Leia antes de comentar!
Todos os comentários passam por moderação e serão ou não publicados segundo o julgamento do moderador.
Obrigado pela visita!